domingo, 30 de setembro de 2018

Níver


Setembro é um mês especial, afinal cheguei aos 4.4 e além disso, foi no mesmo dia que eu e minha querida Zetinha casamos \o/\o/, como não podia ser diferente comemoramos com bastante alegria
e entre algumas cervejas variadas (da Zdrowie é claro - afinal é lei aqui em casa kkkk), no final me deliciei com uma Dubbel SulReal - essa Belgian Strong Ale, feita com amoras, ameixa e cravo da índia... 

Galera, essas garrafas já estão com quase um ano e parece ficar melhor a cada dia que passa... Será esse o nosso segredo? kkkkk

Zdrowie... 

Boa pra cachorro

A nova batelada de Confraria 171 - APA ficou boa pra cachorro rsrsrsrs...

A ideia dessa cerveja surgiu das reuniões de amigos que ocorriam nas sextas feiras e o nome Confraria171 não faz alusão a nenhuma tipicidade penal e sim a combinação dos parceiros e número da casa que sempre serviu para os encontros, uma brincadeira que gerou um nome que parece ter grudado no gosto da galera!


A nova Confraria171 recebeu ótimas doses de quatro lúpulos estonteantes: dois americanos e dois australianos. O bombardeio foi feito com Centennial+ Citra + Vic Secret + Galaxy. Apesar da combinação dos lúpulos, tive o cuidado de manter a cerveja com uma pegada de médio a leve no quesito amargor, isso porque essa sempre foi a ideia da criação dessa bera, uma cerveja no estilo APA, com amargor moderado e alto drinkability...

Então bora beber essa gostosura!

Zdrowie friends...


PS - Os créditos das fotos ficam para nossos dois "preguiçosíssimos dogs" - Fred e Frank. 


Cerveja nova


No mês passado dei início ao projeto de brassar uma nova cerveja. Um estilo inglês bastante conhecido, porém que não tinha ainda sido explorado pela Zdrowie. Após todo o planejamento de sempre, insumos comprados e ingredientes especiais devidamente encontrados, chegou a hora de jogar tudo no caldeirão... Que comecem os jogos hahahaha...

A brassagem ocorreu dentro da normalidade, mas o mais complicado é sempre frear a curiosidade e a ansiedade de ver se tudo acabará bem... O jeito é aguardar, não existe outro remédio...

Zdrowie...

1974


Uma das coisas mais bacanas em fazer sua própria cerveja é que necessariamente as regras não precisam ser seguidas, ou melhor, claro que é necessário os cuidados comuns e necessários para qualquer brassagem, qualquer fermentação e qualquer maturação. Entretanto, as regras que podem ser quebradas são aquelas que disciplinam a cerveja convencional, mas... como as cervejas artesanais nunca são convencionais, o cervejeiro faz o que bem entender desde que arque com as consequências! E quando as consequências agradam? Isso é o tipo de problema, ou melhor, é o tipo de resultado que se imagina alcançar. A loucura do momento não é uma cerveja inédita, afinal é a segunda leva da 1974, mas bem mais turbinada e arrojada nos ingredientes.


A 1974 é uma doideira (e porque não?), uma cerveja dentro do estilo IPA - India Pale Ale, mas feita com dois tipos de trigo maltado e outros quatro maltes de cevada. Além disso a levedura usada é uma combinação bem dosada de dois fermentos, um neutro e o outro próprio para fermentação de cervejas de trigo; Pensa que parou aí? Não!!! Os lúpulos foram combinados entre americanos e alemães, tanto da fervura quanto no dry hop e para arrematar a maluquice, bombardeamos a cerva com doses bem equilibradas de gengibre e casca de laranja. Uma bagunça bem organizadinha hehehe...



O envase veio bem na hora, pois a foto do processo de engarrafamento mostra uma das últimas garrafas que ainda existiam da primeira brassagem. O resultado da batelada atual foi uma Wheat IPA bem refrescante apesar de seu amargor próximo a 53 IBUs e teor alcoólico de 6,0. Uma ótima cerveja para os dias quentes de primavera, podendo ser apreciada com um belo churrasco ou pratos picantes e de preferência na companhia de amigos.

De fato a cada dia, o mundo cervejeiro mostra mais novidades e a cada segundo parece convencer-me ainda mais que o limite é algo incerto e a ousadia é a base da loucura toda!!!

Na zdrowie amigos... 



quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Aprendendo

O primeiro sábado de agosto foi dia de aprender mais... Um dia dedicado a conhecer mais as particularidades de um dos ingredientes principais de nossa querida bebida fermentada, ou seja, o lúpulo!

Elemento crucial na grande maioria das cervejas, seja em quantidades modestas ou em grandes doses cavalares, o lúpulo possui um vasto campo de informações desde sua origem, utilização, propriedades, espécies, aromas, amargores e outra infinidade de informações. Quem nunca tomou uma bela pilsner tcheca e se deliciou com o sabor pontual do clássico lúpulo saaz ou ficou de boca aberta ao beber uma deliciosa IPA americana bombardeada de lúpulos cítricos, cujo aroma antecipa o prazer e o amargor encontrado é a própria perfeição para os lupumaníacos. Esse camaradinha extremamente agressivo e amargo ao paladar promoveu uma verdadeira revolução nas cervejas, que antes de sua utilização, eram "temperadas" com ervas, cascas, e outros elementos para promover sabor e tentar equilibrar o malte residual e álcool da bebida.

Mas é muita informação condensada sobre o assunto. O workshop administrado por Duan Ceola da UDESC, viajou pela história do lúpulo, características, utilização, propriedades específicas, teor de amargor e aroma, além de várias dicas mais que preciosas para quem se dedica ao hobby de fazer a cerveja na panela ou já trabalha de forma profissional com a  béra. Foi um dia muito aproveitado e rico em aprendizado. Um parabéns também a ACERVA PR, pois seus coordenadores é que tornaram possível a realização desse belo encontro... Ah... Claro! Teve ótimas cervejas também e uma gostosa feijoada feita pelo pessoal do Tiwanaku Bar, local onde foi sediado o workshop.
Agora bora por em prática o que foi aprendido...
Zdrowie amigos...

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Ness33 e Confraria171

Duas belas cervas seguiram para suas garrafas nas duas últimas semanas. A pequena e saborosa Ness33 que trata-se de uma scotch ale e a explosiva Confraria171 uma APA de respeito. Cervejas totalmente distintas, mas que já estavam começando a faltar nos churrascos de finais de semana, por isso corri logo colocar ordem nessa desproporção (rsrsrs).

A Ness33 seguiu a mesma receita de sempre, tendo mais corpo, notas evidentes do malte defumado e do malte chocolate, além da harmonia trazida pela adição tardia de chips de carvalho embebidos em puro uísque escocês. Essa "belezurinha" é uma cerveja de menor amargor, entretanto nosso querido lúpulo britânico está lá, sutilmente presente e quase imperceptível no aroma.


Na contramão da scotch ale, a Confraria171 é a repetição da receita de nossa American Pale Ale - APA, contudo, dessa vez foi bombardeada por um triplo dryhop que promoveu um buquê bastante interessante de aromas. Feita com 95% de malte base pale ale, gerando um corpo leve que ajuda no drinkability, a Confraria171 é feita com quatro lúpulos diferentes, sendo dois americanos e dois australianos, esses dois últimos responsáveis principalmente pelos aromas. A combinação dos lúpulos ficou bastante interessante, contando com o americanos centennial e citra e os australianos vic secret e galaxy - um show de aroma que daqui alguns dias já poderá ser sentido.

Na Zdrowie amigos!

domingo, 22 de julho de 2018

89republic

Em maio/2018 foi iniciado uma ótima brincadeira "caseira" que explico: após várias brassagens artesanais de cerveja ale resolvemos arriscar na primeira cerveja lager, que devido ao maciço consumo mundial, erroneamente imagina-se ser uma cerveja mais simples, contudo trata-se de uma receita de cerveja complexa, cuja aparente simplicidade oculta um processo que pode ser muito mais lento do que de cervejas de alta fermentação.
A ideia era fazer uma cerveja leve, não só para o paladar mas também para os olhos, que resultasse em uma tonalidade cristalina e agradável, sem que deixasse de lado o amargor típico das cervejas tchecas do estilo pilsner, cervejas essas que nada lembram as "americans lagers" tão consumidas no Brasil e no mundo. Dessa maneira, após escolhido os maltes, optou-se pelo uso de um único lúpulo nobre e iniciou-se a loucura.
Iniciada no mês de maio, o mês de junho parecia não passar nunca e já em julho, após o precioso líquido seguir para seu repouso em simpáticas garrafas de 355 ml, bastava aguardar o último efeito das leveduras sobre a solução de priming adicionado para ver o que surgia... A ansiedade só aumentava ao ponto de obrigar-me (rsrsrs) a abrir uma garrafa com apenas quatro dias de envase, encontrando a cerveja com um sabor bem legal, porém com carbonatação ainda insuficiente. Contudo, como dizem a rapaziada super "profissas" da DUM - "aqueles que tiverem paciência serão recompensados" - Bora aguardar mais um pouco...

Entrando nesse segunda dezena de julho, nossa pilsner já está mais do que boa! Como desejado e  arquitetado, a cerveja ficou bem clara e cristalina, de amargor interessante e com uma carga alcoólica de 4,65% que torna seu drinkability muito especial. Como o estilo baseou-se na pilsner tcheca, observamos um pouco da história da República Tcheca para nomear nossa mais recente cerva. Apesar da notável evidência que liga as cidades de Praga e Plzen (Pils), ambas responsáveis por pontear com louvor tal estilo de cerveja, o próprio país tem uma origem muito recente como pátria exclusivamente tcheca. Isso porque durante muitos anos os povos tchecos e eslovacos formavam um único país conhecido como Tchecoslováquia, cuja dominação soviética propagou-se até meados da década de 1990. Mais precisamente em 1991, o país se dividiu pacificamente em dois, surgindo de um lado a República da Eslováquia e de outro a República Tcheca, todavia, essa separação foi alinhada em 1989, iniciando através de um acordo entre líderes e cidadãos dos dois lados, que ficou conhecido como Revolução de Veludo que propunha de forma não agressiva a deposição do comunismo e surgimento das duas repúblicas.

Tantas informações relevantes sempre ajudam a batizar a boa e amada bera, e dessa vez não foi diferente... Se a proposta era fazer uma cerveja lager dentro do estilo das pilsners tchecas, o jeito era jogar a receita e dados cultural-social-políticos em uma panela cervejeira e de lá tirar o nome da mais nova integrante da Zdrowie - assim saiu a 89republic, uma czech pilsner lager com 30 ibus, 4,65% de abv, muito clara e logicamente gostosa. Ideal para acompanhar a conversa, o churrasco ou a simples vontade de tomar uma boa cerveja...
Zdrowie amigos...