segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

ANO NOVO


Estamos a poucas horas da virada do ano e é necessário acendermos as chamas da esperança!

2018 foi um ano difícil, assim como anos anteriores, mas não se pode dar ao desfrute de ignorar a guerra e desistir. Vamos fazer de 2019 um ano muito melhor! Almejemos saúde e paz, amor e sucesso, diversão, amigos e boas cervejas...

Um enorme abraço a todos os amigos que compartilharam nossas alegrias e angústias, conquistas e perdas, pois no final dessa corrida que chamamos de vida, o que vale mesmo é o que fizemos com a consciência limpa...

Zdrowie amigos

Feliz 2019!!

Natal

E já chegamos ao Natal de novo!

Época corrida, porém muito legal de se curtir... E se puder curtir com boa companhia e boas cervejas melhor ainda!
Tivemos a ousadia de montar duas árvores esse ano, uma tradicional e outra cervejeira (rsrsrsrs)...

Boas festas para todos!!!

Zdrowie

SulReal


Essa nossa dubbel SulReal é uma das cervejas mais pragmáticas que faço, e digo isso com propriedade, pois o trabalho e cuidado envolvido é muito grande. Iniciamos um lote dela em novembro/2018 e passamos por dezembro somente com processos de medição de gravidade e adições generosas de amoras e ameixas pretas. Agora meus amigos, ela descansa quietinha curtindo sua maturação silenciosa, mas em janeiro/2019 vai para a garrafa e ficará um espetáculo... tenho certeza!


Zdrowie

Envases - últimos de 2018

Dezembro é um mês muito corrido para todos - imagina pra quem faz cerveja em casa hehehehe! Por isso foram poucas as cervejas feitas nesse último trimestre, mas mesmo assim a roda não pode parar de girar e ainda consegui envasar duas danadas para serem degustadas no final de dezembro e início de janeiro.

A Champs de Gallia - Saison, cerva nova já está devidamente finalizada e já vem sendo bebida com entusiasmo. A segunda cerveja envasada foi a DOM1880 - kölsch, mas essa temo que para prezar pela qualidade, tomaremos a partir de janeiro/19, mas tenho certeza que estará 100% ótima. 

O negócio é esse moçada, que seja pouco mais seja com paixão...

Zdrowie!

Champs de Gallia

Saiu a nova cerveja da Zdrowie, uma cerveja belga do estilo Saison, muito refrescante, extremamente efervescente, com notas de maracujá, limão siciliano, hortelã e anis estrelado, levemente ácida e com um teor alcoólico bem abusado de 7,4%.

Uma cerveja que não é brincadeira... Aliás, sua origem de fato não provém de diversões ou brincadeiras, ao contrário, as cervejas Saisons tiveram seu surgimento na região da Valônia, que eram locais rurais da região da Bélgica cujo idioma predominante era o francês. O interessante dessa cerva é que era feita no final da estação do inverno, momento em que o trabalho na agricultura era menor, ocupando a ociosidade dos trabalhadores. Além disso, a sazonalidade dessa fermentada caracterizou em cheio seu nome Saison, ou seja, "sazonal". Era uma cerveja feita no final da estação fria e consumida nos meses seguintes de trabalhos pesados e árduos, por isso era necessário que ela fosse uma cerveja robusta, porém refrescante, afinal seria bebida numa época mais quente. 

A Saison possui características muito democráticas, sendo em sua maioria maciça produzida com a adição de temperos, frutas e suas cascas e outros ingredientes, deixando dessa forma a cerveja com aromas e sabores diversos. É fermentada em altas temperaturas proporcionando uma carbonatação alta e um final bastante seco.
Como a região belga da Valônia, juntamente com regiões francesas outrora pertenceram a antiga Gália, resolvemos fazer uma mescla dessa história para batizar essa nova "breja" surgindo dessa forma a nossa Champs de Gallia, ou, Campos de Gália, afinal a cerveja surgiu literalmente nos campos, ligada extremamente a agricultura local.
Sendo assim, agora a Zdrowie conta com mais essa preciosidade para os dias quentes de verão que estão por vir, no entanto, cuidado com o teor alcoólico, pois só é notado ao levantar da cadeira rsrsrs

Zdrowie...

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

NOVEMBRO

O mês de novembro foi embora, mas tivemos muita coisa boa nesse mês... bebemos muita cerveja... demos muitas risadas... houve muito segundo turno (hehehehe) afinal cerveja artesanal é hobby e só colocamos a mão na massa, ou melhor, no malte durante as longas noites e finais de semana... mas vale tudo a pena... Sei que um dia valerá e muito!!!







1 - Dona Lala - american wheat de carona com a réplica de um sonho ainda a ser buscado...

2 - Sto.Amargo - IPA acompanhando a brassagem de nossa nova cerveja no início do mês...




3 - ªPrimeira - blond belgian, uma das últimas garrafas da penúltima brassagem, graças a Deus já temos uma leva novinha em folha, apesar de ficar melhor a cada mês de garrafa...

4 - 1974 - specialty wheat IPA - durante o churras da família...


5 - Envase da querida 89republic - czech pilsner, cerveja lager, tcheca, feito por um polaco em terras curitibanas...









6 - Churras de 41 anos de um amigo e não poderia faltar Zdrowie - a garrafa da direita é uma APA - Confraria171 e a da esquerda é uma Blond Belgian ªPrimeira devidamente disfarçada com um rótulo próprio para celebrar o aniversário do mesmo brother, porém de um ano atrás - comemorativa de 40 anos... Viva!

Belga com Belga


Ainda sobre a brassagem da SulReal Dubbel, mesmo sendo muitas horas de trabalho e muitas etapas sendo cuidadosamente administradas, ninguém é de ferro né?

Quase chegando o momento de adicionar amoras frescas na fervura, nada mais justo que uma pausa para um "gole"... A Cerveja? Ainda sem rótulo, mas é a Belgian Blond - ªPrimeira.
Afinal nada melhor que beber uma belga enquanto é produzida outra!

Na Zdrowie!

SulReal simplesmente Surreal

A terceira e última brassagem de novembro foi a da nossa Dubbel com amoras e ameixa. A doideira começou em dezembro/2017 quando inventei de fazer uma Belgian Strong Ale meio diferentona. Articulei uma receita bem bacana e se não bastasse a complexidade da própria receita resolvi colocar amoras e ameixa preta na "cerva". Meu pai tinha uma robusta amoreira que havia tomado conta do antigo parreiral e dessa forma tínhamos a disposição amoras muita frescas, aí meu amigo, juntou a sede e a vontade de beber. - Dá-lhe amoras e ameixa na fervura e na maturação. 

O resultado disso? Uma cerveja belga muito complexa, com ésteres, corpo e alma! No ano passado envasamos em garrafas de espumante de 750 ml e em garrafas alemãs de 500 ml. Apesar da cerveja ser a mesma nas duas garrafas, a apresentação da garrafa de espumante é muito clássica e bacana. Dessa vez vou tentar envasar o máximo em garrafas de espumante.

Passado um ano da primeira brassagem, tratei de elaborar a segunda batelada da dubbel, feita com o mesmo esmero e amoras frescas. A primeira semana já passou e a fermentação foi violentíssima, e em meus cálculos a SulReal da vez deve ultrapassar o nível alcoólico da anterior que era de 8%. Vamos aguardar para a medição final.
Isso não me assusta, pois cerveja artesanal é assim mesmo, por mais que seja seguida a risca a receita, variantes como qualidade do malte e da fruta podem influenciar bastante e mudar de forma perceptível ou não as características da cerveja entre uma leva  e outra. O importante é que a cerveja continue boa. 

Vamos ver no que vai dar!

Zdrowie...

NASCIDA EM BRONZE

Uma situação vivida em novembro que trouxe muita felicidade foi ter participado do VII Concurso Paranaense de Cerveja Feita em casa e que teve participação de cervejeiros de toda parte do Paraná. O Concurso foi uma das pérolas da festividade, pois houve ainda um Congresso Cervejeiros nos dias 14 - 15 - 16/11/2018 no Mercado Municipal de Curitiba e uma baita festa no dia 17/11 para a revelação dos melhores do Estado. O local da festa não podia ser em melhor, a casa da cervejaria JOY que recebeu a todos com muita alegria como o próprio nome sugere.
Se o fato de ter participado do concurso com algumas cervejas já me deixou alegre, afinal receberei feedbacks muito esperados e com eles poderei melhorar mais as fermentadas, imagine que no meio da divulgação dos medalhistas, nossa JULHOde75 - OAT PORTER, feita pela primeira vez, recebeu a medalha de bronze na categoria Porters e Stouts. Uma bela surpresa para mim e para quem havia ido junto comigo, pois além de minha esposa, ninguém mais sabia que a Zdrowie estava participando. A JULHOde75 já havia ficado com um simpático terceiro lugar na brincadeira mensal da ACERVA PR, onde quinze cervejas são colocadas para degustação e votadas de maneira bem democrática e informal. "É uma cerveja que nasceu no bronze" rsrsrsrs...
Essa Oat Porter ficou muito especial, pois elaborei uma receita bem bacana, tanto na escolha dos maltes quando nos ingredientes adicionados, deixando o cacau 100% puro como toque principal. A cerveja ficou muito boa, fato que tinha que ser obrigatório tendo em vista ser uma cerveja feita para a Elisa. A descrição completa da cerveja está em algum post anterior pessoal.
Essas coisas é que motivam a continuar remando, ou melhor: brassando (rsrsrsrs) e tentando se aprimorar cada vez mais. Que as loucuras continuem, que a vontade de inovar se mantenha e que a sede nunca seja saciada...

Zdrowie amigos!!!

DOM1880

A Kölsch da Zdrowie também foi lembrada em novembro. Essa cerveja mais leve e bem equilibrada entre malte e lúpulo teve mais uma batelada preparada em novembro e devemos estar apreciando ela bem fresquinha saindo da garrafa em dezembro.

A DOM1880 Kölsch é uma boa pedida para quem quer começar a se aventurar no mundo das cervejas "Ales" (alta fermentação) e só está acostumado a beber cervejas Lager (de baixa fermentação). Batizada em homenagem a sua cidade natal - Colônia na Alemanha - cuja origem do nome já foi divulgado em alguma nota aqui no blog, essa cerveja é considerada por muitos uma cerveja híbrida, pois é percebido nítidas características de cerveja de baixa fermentação, porém é produzida com levedura de Ales.

Em meio a doideira da Zdrowie, a nossa DOM1880 fugiu um pouco da curva e enxertamos um pouco de malte diferente dos usados em receitas habituais. O lúpulo alemão também foi mesclado com americanos, dando uma pegada um pouco mais refrescante, porém saborosa, equilibrada e com gosto de quero mais!
Quase no final da brassagem eu e meu cunhado nos rendemos a um belo "gole" de outra belezura da Zdrowie, afinal o dia estava quente e um copo de Dona Lala - american wheat, medalhista de bronze no III FICC 2018 de Belo Horizonte caiu como uma luva.
Agora é aguardar novas e saborosas doses dessa DOM1880... Mas logo vem...

Zdrowie!!

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Cerveja Nova

Novembro teve inspiração nova! A primeira brassagem do mês foi de um estilo de cerveja que eu já vinha estudando a bastante tempo, como tudo conspirou a favor essa receita saiu do planejamento e foi literalmente para as panelas. Essa cerveja é um dos estilos belgas e é apreciada por um bom número de "cervejólatras". 


Antecipo que será uma cerveja bastante refrescante, boa de ser tomada no verão que está chegando, mas aviso aos tripulantes que essa nova doideira não será para brincar, afinal ela virá carregada de um teor alcoólico "estonteante" se o cidadão ousar beber alguns copos a mais do que costuma suportar.

O frescor virá de uma maluca mistura de maltes, maracujá, limão siciliano, hortelã, anis estrelado e uma combinação de lúpulos bem dosados. A levedura também promoverá um toque singular e além de tudo isso, um ingrediente especial e secreto foi lançado na receita... vamos aguardar e ver o que dá! Dezembro ela já vai para a garrafa e não demora para tirarmos a prova...

Zdrowie - Nada Convencional...

MADEIRA

Uma das formas mais antigas de se armazenar cervejas é sem dúvidas barris e dornas de madeira. Em épocas que o metal como alumínio, inox e polipropileno sequer existiam, as alternativas para os ilustres cervejeiros que desbravavam esse caminho etílico era dos barris. Acredito que existiam cervejas maravilhosas naquela época, contudo, deviam existir cervejas muito ruins também. Com o advento da vidraria, as grossas canecas de porcelana, argila e até mesmo de madeira foram sendo substituídas por canecas transparentes e com isso a cerveja passou a ser mais observada e as técnicas passaram a ser muito mais apuradas. 

Tais melhoramentos foram aplicados em todas as etapas da fabricação da bebida, inclusive na fermentação, maturação e envelhecimento, ou arredondamento como alguns preferem chamar. Conforme a tecnologia ia se aprimorando, os cervejeiros passavam a contar com um número maior de produtos a sua disposição e com isso muitas cervejarias passaram a deixar de lado o uso sistêmico de barris de madeira. Isso não foi regra geral, afinal é sabido que diversas cervejarias continuam até hoje a usar tais meios de armazenamento.

Vejo que a mudança mais contundente em relação ao uso de madeira foi dentro das pequenas e médias cervejarias, inclusive entre os cervejeiros artesanais. A madeira voltou com muita força e termos como "barrel age e wood age" tem sido cada vez mais encontrado entre os rótulos da fermentada. 
Sempre que uma cerveja passa por um processo de maturação mais longo em um barril de madeira, a bebida absorve propriedades do material do barril e essas particularidades podem ser apenas da madeira quando o barril usado é novo ou, detalhes bem específicos mesclando a  madeira e a bebida anteriormente armazenada em um barril usado.
Um barril de cavalho americano ou francês, ou de amburana, pode já ter sido usado para envelhecer vinho, uísque, conhaque, cachaça e uma infinidades de outros destilados e é certeza que traços dessa bebida ficam impregnadas na madeira, que passam na sequência para a cerveja. Essas cervejas envelhecidas e maturadas em barris são em geral mais complexas e mais alcoólicas.
A Zdrowie fará alguns testes com barris de carvalho e amburana. Ainda não foi definida qual cerveja será a escolhida, mas  a certeza que tenho é que faremos tudo com muito cuidado e carinho, para daqui a alguns meses uma cerveja nota mil venha compensar toda essa paciência.
Novidades a vista!
Zdrowie amigos

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Noite das Artesanais



            Nossos amigos já tinham aprovado a mais nova cerveja da Zdrowie, a JULHOde75 uma Oat Porter bem desenhada, de bom corpo e atrativa no paladar. Mesmo assim sempre é bom e diria essencial, ouvir as opiniões de outras pessoas que não tenham uma ligação direta ou mais estreita com o cervejeiro (diria assim rsrsrs). 



Dessa maneira durante a noite das artesanais, um encontro mensal promovido com bastante competência pelo pessoal da ACERVA-PR, onde todos se encontram para conversas informais sobre o assunto CERVEJA, trocar figurinhas e ainda degustar ótimas cervejas, pois além das excelentes TAPs locais a cereja do bolo é uma disputa bem sadia e divertida entre quinze cervejas que são previamente escritas e levadas pelos integrantes da associação. Essa brincadeira não segue nenhum critério mais rigoroso como nos concursos mediados pelas regras do BJCP, mas quem degusta as cervejas entende e muito do assunto. 



Para variar, todas as quinze cervejas eram muito boas e para nossa alegria, a nossa JULHOde75 ficou com um belo terceiro lugar na noite. "Um bronze que para mim foi Ouro" e que venham novos desafios, novas cervejas e mais pessoas gostando de nossas Zdrowies...


Zdrowie amigos...

CANDI SUGAR

O candi sugar é um tipo de açúcar belga que é muito usado nas cervejas mais fortes como Strongs Belgian, Dubbel e outras, porém não quer dizer que não se pode usar em receitas tidas como um pouco mais simples como das Blond Belgians, mas que possuem um conjunto de complexidades exuberantes para quem sabe apreciar uma cerveja belga.
Sua produção provém da caramelização do açúcar e da reação de Maillard. Essa reação é comum de ser obtida quando os alimentos são aquecidos e os aminoácidos (proteínas) e carboidratos (açúcares) iniciam uma reação química. O produto dessa relação é uma espécie de caramelo, que pode ser dosado em três graus de caramelização conforme a necessidade de uso. 
Ao usar tal produto na fabricação de cervejas belgas, as mesmas acabam incorporando a seu sabor e aroma características ainda mais complexas do que comumente já apresentariam. É necessário calma no processo, pois em um piscar de olhos pode ser colocado tudo a perder. Vale se aprofundar nas quantidades de açúcar e água utilizada e o principal: os cuidados com a temperatura, que é o principal fator para um bom candi sugar.
Eu já fiz minha lição de casa, agora só deixo a dica: pesquise, faça e use que vale a pena.

Zdrowie.

Brassagens de Outubro

As brassagens são sempre motivo de alegria, porém feitas sempre em finais de semana, afinal o cervejeiro artesanal é uma pessoa normal, com emprego, correrias do dia a dia e o prazer de fazer cerveja fica condicionado ao sacrifício dos momentos que deveriam ser de folga. Eu mesmo faço minhas brassagens sempre nos finais de semana, iniciando na madrugada de sábado. Envases e outras particularidades ficam para as noites e horários  alternativos à jornada profissional, pois é o trabalho que põe pão na mesa e malte na panela kkkk.

Nesse mês de outubro foi possível fazer apenas duas brassagens, muito caprichadas por sinal, de duas cervejas que já não tinha mais no pequeno estoque particular. Foi feita uma brassagem da 89republic - pilsner czech e da ªPrimeira - Blond Belgian Ale. Duas cervejas bem diferentes, uma lager e outra ale. A pilsner tcheca se apresenta como uma cerveja clara e leve enquanto que a Belgian Blond é muito mais encorpada, com teor alcoólico maior e ésteres frutados em evidência. Cervejas com características diferentes, porém muita identidade pessoal.

A brassagem da 89republic envolve um pouco mais de trabalho devido a forma que optei em produzi-la. Sua fermentação e maturação também envolve um pouco mais de detalhes e paciência, mas o resultado vale todo o empenho.

A belga batizada de ªPrimeira, que realmente é nossa primogênita, não é mais fácil de ser produzida, mas acredito que devido a ser a cerveja com maior quantidade de produções, acaba que indo de forma meio que automática, melhorando a cada brassagem o que é possível melhorar e seguindo em frente. Fermentação básica de sete dias e maturação de vinte um dias. Após esses 28 dias, segue para as garrafas e se conseguir aguentar´o ideal é abrir somente seis meses depois, porém garanto que raras garrafas chegam a esse estágio de maturação hahaha...

Com isso o mês de outubro foi embora e ao menos a Zdrowie conseguiu deixar maturando para a virada de mê duas boas e belas cervejas para poder degustar nas semanas que estão por vir.

Zdrowie amigos...

JULHOde75

No mês passado postei uma pequena referência de uma cerveja nova que a Zdrowie estava fazendo, pois bem meus caros, a cerveja ficou pronta e muito saborosa. A cerveja em questão é de um estilo que ainda não havíamos nos aventurado: uma Porter.
Esse estilo provém da linha inglesa de cervejas e é considerado um estilo bem tradicional e bem quisto pelos amantes da bebida. Ela é uma cerveja escura, podendo variar de tonalidade marrom até o preto. Destaques de cor rubi são comuns em algumas cervejas quando observadas contra uma fonte de luz. A cor é proveniente da mistura de maltes claros com maltes especiais de cor mais intensa, como caramelos, torrados e defumados e mediante tal combinação o sabor e aroma de café, chocolate e defumado são também comuns e mais que isso, procurados na cerveja.
O amargor é médio baixo, deixando clara a proposta de que a vedete é o balanço dos maltes e não o amargor dos lúpulos. Cerveja de bom corpo, médio volume alcoólico e saborosa. Sua espuma pode variar de média a baixa, conforme a carbonatação escolhida pelo cervejeiro e não é incomum encontrar porters quase sem espuma, inclusive em muitos pubs ingleses é fácil de achar cervejas desse estilos com ausência quase que total de carbonatação por ser tirada diretamente de barris de madeira (carvalho em geral) em uma tentativa de resgatar o velho estilo da béra. A cor da espuma predominantemente é marrom claro que lembra um creme, podendo ser persistente ou não.

A história do nome da cerveja também é muito interessante, pois essa fermentada era em geral consumida por trabalhadores portuários da Inglaterra no século XVIII, que eram chamados de "porters" e era um estilo ainda inexistente, isso porque a cerveja que eles tomavam naquela época era uma mistura de três outras cervejas: Old Ale + Pale Ale + Mild Ale. O blend dessas três cervas promoviam uma cerveja nova com maior corpo e cor mais escura e aos poucos iniciou-se as tentativas de criar uma cerveja que resultasse exatamente no blend tão consumido nos pubs da região. Graças a isso é que hoje conhecemos, produzimos e consumimos a cerveja Porter.

A Zdrowie não poderia deixar de criar a própria porter e por isso iniciei as pesquisas e de forma sutil comecei a planejar uma porter que tivesse a nossa identidade, ou seja, que não fosse tão convencional quanto as encontradas comercialmente.
Em setembro colocamos as mãos à obra, ou melhor, à panela. Nossa porter é fruto de uma mistura bem equilibrada de seis maltes + aveia, cacau, rapadura e lúpulos do Reino Unido. A ideia sempre foi usar a rapadura como fonte de açúcar e corpo para a cerveja, tentando escondê-la ao máximo para que ao beber a cerveja não desse a impressão de estar tomando um caldo de cana. Havia também o dilema de ocultar o café oriundo do malte torrado e após alguns estudos foi possível brassar a cerveja deixando de lado o sabor que não queríamos (por pura opção, pois o café é muito comum ao estilo).  Já o cacau usado foi de nível de pureza de 100%  e esse sim era previsto que desse a cara no aroma e no sabor - Deu tudo certo! Do jeito que gostaríamos, cerveja com corpo, lembrança, 5,4 de ABV e 23 de IBU, cerveja que pede sempre um gole a mais.
Faltava ainda batizar essa belezura e nada melhor do que dar um nome que tivesse a ver com a cerveja Zdrowie, e isso foi fácil, bastou olhar ao lado e ver minha fiel cúmplice que está sempre a meu lado. Uma cerveja de caráter forte, complexa e com notas de cacau tinha que receber um nome que combinasse e assim surgiu a JULHOde75 - Oat Porter, afinal minha pequena possui a prerrogativa de um caráter muito forte, personalidade sólida e adora um chocolate...
Portanto amigos, bora tomar a JULHOde75 - enquanto tiver!!

Zdrowie.

MEDALHISTAS


O início de outubro chegou com bastante alegria para a Zdrowie, isso devido a uma notícia que sinceramente me pegou de surpresa. No último final de semana de setembro ocorreu em Belo Horizonte, mais precisamente no Estádio do Mineirão o III Festival Internacional de Cerveja e Cultura - FICC2018, tal evento foi criado para aliar cerveja e cultura, contando com inúmeras cervejarias já consagradas, shows de música, ótima culinária e um monte de diversões. Além de todo repertório citado ainda houve uma competição para cervejeiros tipicamente artesanais - os famosos homebrewers. Seu amigo que aqui vos escreve, louco por um feedback a respeito, acabou enviando três amostras: uma Ness33 - scotch ale, uma dona lala - american wheat e a Confraria171 - american pale ale APA e não é que veio um feedback melhor do que eu esperava!

Isso mesmo, dos três estilos enviados obtivemos dois bronzes com a dona lala e com a Confraria171, somente a Ness33 não teve premiação, porém ainda aguardo a súmula do julgamento para ver a opinião sobre a pequena scotch ale.
Feliz da vida hehehehe e vamos fazer cerveja...

Zdrowie amigos.

domingo, 30 de setembro de 2018

Primavera



A bela estação das flores, das cores e dos perfumes chegou... É um período que as pessoas se sentem aparentemente mais felizes, afinal é muito melhor um dia de primavera ensolarado do que um dia escuro e chuvoso de inverno, mesmo que em Curitiba essas e outras estações climáticas insistam em conviver ao mesmo tempo (fato!).



A parte chata dessa estação que chega é que verificando meu estoque de DOM1880, aquela american kölsch de espuma branca e cremosa que teimo em postar em forma provocativa as vezes, está no fim... Puxa...


Mas sem tristeza, já tratarei de colocar na programação "dos finais de semana" (rsrsrs) e logo teremos uma nova e saborosa batelada dessa cerveja clara, límpida, levemente amarga e muito gostosa!!!

Como diz um amigo, DOM1880 - cerveja com gosto de cerveja hehehehe.

Zdrowie

Benditos escoceses

Benditos escoceses! "Eita turminha porreta dessa tal Escócia"...

A Zdrowie já produziu dois estilos da escola escocesa, uma Scotch Ale que batizamos de Ness33 e a 100Censura que é uma Strong Scotch Ale - Wee Heavy. Essas cervejas possuem bastante corpo, são bem maltadas, apresentam pouco lúpulo, mas boa graduação alcoólica e são muito agradáveis no paladar. As duas beras possuem alguns truques que não cabe ser revelado aqui, mas se quiserem podem tentar descobrir da melhor forma que exite: Tomando-as!



A história e característica das duas já foi informada em alguma postagem mais antiga, o que vale lembrar é que as duas "pequenas notáveis" são ótimas cervejas para dias ou noites um pouco mais frias, porém de maneira alguma eu suprimiria alguma delas do portfólio para dias mais quentes, afinal cerveja boa não precisa ter dia, clima e nem hora para ser curtida.


Na Zdrowie...

Níver


Setembro é um mês especial, afinal cheguei aos 4.4 e além disso, foi no mesmo dia que eu e minha querida Zetinha casamos \o/\o/, como não podia ser diferente comemoramos com bastante alegria
e entre algumas cervejas variadas (da Zdrowie é claro - afinal é lei aqui em casa kkkk), no final me deliciei com uma Dubbel SulReal - essa Belgian Strong Ale, feita com amoras, ameixa e cravo da índia... 

Galera, essas garrafas já estão com quase um ano e parece ficar melhor a cada dia que passa... Será esse o nosso segredo? kkkkk

Zdrowie... 

Boa pra cachorro

A nova batelada de Confraria 171 - APA ficou boa pra cachorro rsrsrsrs...

A ideia dessa cerveja surgiu das reuniões de amigos que ocorriam nas sextas feiras e o nome Confraria171 não faz alusão a nenhuma tipicidade penal e sim a combinação dos parceiros e número da casa que sempre serviu para os encontros, uma brincadeira que gerou um nome que parece ter grudado no gosto da galera!


A nova Confraria171 recebeu ótimas doses de quatro lúpulos estonteantes: dois americanos e dois australianos. O bombardeio foi feito com Centennial+ Citra + Vic Secret + Galaxy. Apesar da combinação dos lúpulos, tive o cuidado de manter a cerveja com uma pegada de médio a leve no quesito amargor, isso porque essa sempre foi a ideia da criação dessa bera, uma cerveja no estilo APA, com amargor moderado e alto drinkability...

Então bora beber essa gostosura!

Zdrowie friends...


PS - Os créditos das fotos ficam para nossos dois "preguiçosíssimos dogs" - Fred e Frank. 


Cerveja nova


No mês passado dei início ao projeto de brassar uma nova cerveja. Um estilo inglês bastante conhecido, porém que não tinha ainda sido explorado pela Zdrowie. Após todo o planejamento de sempre, insumos comprados e ingredientes especiais devidamente encontrados, chegou a hora de jogar tudo no caldeirão... Que comecem os jogos hahahaha...

A brassagem ocorreu dentro da normalidade, mas o mais complicado é sempre frear a curiosidade e a ansiedade de ver se tudo acabará bem... O jeito é aguardar, não existe outro remédio...

Zdrowie...

1974


Uma das coisas mais bacanas em fazer sua própria cerveja é que necessariamente as regras não precisam ser seguidas, ou melhor, claro que é necessário os cuidados comuns e necessários para qualquer brassagem, qualquer fermentação e qualquer maturação. Entretanto, as regras que podem ser quebradas são aquelas que disciplinam a cerveja convencional, mas... como as cervejas artesanais nunca são convencionais, o cervejeiro faz o que bem entender desde que arque com as consequências! E quando as consequências agradam? Isso é o tipo de problema, ou melhor, é o tipo de resultado que se imagina alcançar. A loucura do momento não é uma cerveja inédita, afinal é a segunda leva da 1974, mas bem mais turbinada e arrojada nos ingredientes.


A 1974 é uma doideira (e porque não?), uma cerveja dentro do estilo IPA - India Pale Ale, mas feita com dois tipos de trigo maltado e outros quatro maltes de cevada. Além disso a levedura usada é uma combinação bem dosada de dois fermentos, um neutro e o outro próprio para fermentação de cervejas de trigo; Pensa que parou aí? Não!!! Os lúpulos foram combinados entre americanos e alemães, tanto da fervura quanto no dry hop e para arrematar a maluquice, bombardeamos a cerva com doses bem equilibradas de gengibre e casca de laranja. Uma bagunça bem organizadinha hehehe...



O envase veio bem na hora, pois a foto do processo de engarrafamento mostra uma das últimas garrafas que ainda existiam da primeira brassagem. O resultado da batelada atual foi uma Wheat IPA bem refrescante apesar de seu amargor próximo a 53 IBUs e teor alcoólico de 6,0. Uma ótima cerveja para os dias quentes de primavera, podendo ser apreciada com um belo churrasco ou pratos picantes e de preferência na companhia de amigos.

De fato a cada dia, o mundo cervejeiro mostra mais novidades e a cada segundo parece convencer-me ainda mais que o limite é algo incerto e a ousadia é a base da loucura toda!!!

Na zdrowie amigos... 



quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Aprendendo

O primeiro sábado de agosto foi dia de aprender mais... Um dia dedicado a conhecer mais as particularidades de um dos ingredientes principais de nossa querida bebida fermentada, ou seja, o lúpulo!

Elemento crucial na grande maioria das cervejas, seja em quantidades modestas ou em grandes doses cavalares, o lúpulo possui um vasto campo de informações desde sua origem, utilização, propriedades, espécies, aromas, amargores e outra infinidade de informações. Quem nunca tomou uma bela pilsner tcheca e se deliciou com o sabor pontual do clássico lúpulo saaz ou ficou de boca aberta ao beber uma deliciosa IPA americana bombardeada de lúpulos cítricos, cujo aroma antecipa o prazer e o amargor encontrado é a própria perfeição para os lupumaníacos. Esse camaradinha extremamente agressivo e amargo ao paladar promoveu uma verdadeira revolução nas cervejas, que antes de sua utilização, eram "temperadas" com ervas, cascas, e outros elementos para promover sabor e tentar equilibrar o malte residual e álcool da bebida.

Mas é muita informação condensada sobre o assunto. O workshop administrado por Duan Ceola da UDESC, viajou pela história do lúpulo, características, utilização, propriedades específicas, teor de amargor e aroma, além de várias dicas mais que preciosas para quem se dedica ao hobby de fazer a cerveja na panela ou já trabalha de forma profissional com a  béra. Foi um dia muito aproveitado e rico em aprendizado. Um parabéns também a ACERVA PR, pois seus coordenadores é que tornaram possível a realização desse belo encontro... Ah... Claro! Teve ótimas cervejas também e uma gostosa feijoada feita pelo pessoal do Tiwanaku Bar, local onde foi sediado o workshop.
Agora bora por em prática o que foi aprendido...
Zdrowie amigos...

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Ness33 e Confraria171

Duas belas cervas seguiram para suas garrafas nas duas últimas semanas. A pequena e saborosa Ness33 que trata-se de uma scotch ale e a explosiva Confraria171 uma APA de respeito. Cervejas totalmente distintas, mas que já estavam começando a faltar nos churrascos de finais de semana, por isso corri logo colocar ordem nessa desproporção (rsrsrs).

A Ness33 seguiu a mesma receita de sempre, tendo mais corpo, notas evidentes do malte defumado e do malte chocolate, além da harmonia trazida pela adição tardia de chips de carvalho embebidos em puro uísque escocês. Essa "belezurinha" é uma cerveja de menor amargor, entretanto nosso querido lúpulo britânico está lá, sutilmente presente e quase imperceptível no aroma.


Na contramão da scotch ale, a Confraria171 é a repetição da receita de nossa American Pale Ale - APA, contudo, dessa vez foi bombardeada por um triplo dryhop que promoveu um buquê bastante interessante de aromas. Feita com 95% de malte base pale ale, gerando um corpo leve que ajuda no drinkability, a Confraria171 é feita com quatro lúpulos diferentes, sendo dois americanos e dois australianos, esses dois últimos responsáveis principalmente pelos aromas. A combinação dos lúpulos ficou bastante interessante, contando com o americanos centennial e citra e os australianos vic secret e galaxy - um show de aroma que daqui alguns dias já poderá ser sentido.

Na Zdrowie amigos!

domingo, 22 de julho de 2018

89republic

Em maio/2018 foi iniciado uma ótima brincadeira "caseira" que explico: após várias brassagens artesanais de cerveja ale resolvemos arriscar na primeira cerveja lager, que devido ao maciço consumo mundial, erroneamente imagina-se ser uma cerveja mais simples, contudo trata-se de uma receita de cerveja complexa, cuja aparente simplicidade oculta um processo que pode ser muito mais lento do que de cervejas de alta fermentação.
A ideia era fazer uma cerveja leve, não só para o paladar mas também para os olhos, que resultasse em uma tonalidade cristalina e agradável, sem que deixasse de lado o amargor típico das cervejas tchecas do estilo pilsner, cervejas essas que nada lembram as "americans lagers" tão consumidas no Brasil e no mundo. Dessa maneira, após escolhido os maltes, optou-se pelo uso de um único lúpulo nobre e iniciou-se a loucura.
Iniciada no mês de maio, o mês de junho parecia não passar nunca e já em julho, após o precioso líquido seguir para seu repouso em simpáticas garrafas de 355 ml, bastava aguardar o último efeito das leveduras sobre a solução de priming adicionado para ver o que surgia... A ansiedade só aumentava ao ponto de obrigar-me (rsrsrs) a abrir uma garrafa com apenas quatro dias de envase, encontrando a cerveja com um sabor bem legal, porém com carbonatação ainda insuficiente. Contudo, como dizem a rapaziada super "profissas" da DUM - "aqueles que tiverem paciência serão recompensados" - Bora aguardar mais um pouco...

Entrando nesse segunda dezena de julho, nossa pilsner já está mais do que boa! Como desejado e  arquitetado, a cerveja ficou bem clara e cristalina, de amargor interessante e com uma carga alcoólica de 4,65% que torna seu drinkability muito especial. Como o estilo baseou-se na pilsner tcheca, observamos um pouco da história da República Tcheca para nomear nossa mais recente cerva. Apesar da notável evidência que liga as cidades de Praga e Plzen (Pils), ambas responsáveis por pontear com louvor tal estilo de cerveja, o próprio país tem uma origem muito recente como pátria exclusivamente tcheca. Isso porque durante muitos anos os povos tchecos e eslovacos formavam um único país conhecido como Tchecoslováquia, cuja dominação soviética propagou-se até meados da década de 1990. Mais precisamente em 1991, o país se dividiu pacificamente em dois, surgindo de um lado a República da Eslováquia e de outro a República Tcheca, todavia, essa separação foi alinhada em 1989, iniciando através de um acordo entre líderes e cidadãos dos dois lados, que ficou conhecido como Revolução de Veludo que propunha de forma não agressiva a deposição do comunismo e surgimento das duas repúblicas.

Tantas informações relevantes sempre ajudam a batizar a boa e amada bera, e dessa vez não foi diferente... Se a proposta era fazer uma cerveja lager dentro do estilo das pilsners tchecas, o jeito era jogar a receita e dados cultural-social-políticos em uma panela cervejeira e de lá tirar o nome da mais nova integrante da Zdrowie - assim saiu a 89republic, uma czech pilsner lager com 30 ibus, 4,65% de abv, muito clara e logicamente gostosa. Ideal para acompanhar a conversa, o churrasco ou a simples vontade de tomar uma boa cerveja...
Zdrowie amigos...

domingo, 3 de junho de 2018

WEE HEAVY E O FRIO

Da mesma maneira que existem comidas e sobremesas que harmonizam bem com vinho, com a cerveja não é nada diferente, apesar de ainda ser pouco difundido tal situação. Entretanto, isso está mudando em ritmo muito acelerado e já não é raro encontrar restaurantes disponibilizando ótimas cartas de cervejas, como já acontece há bastante tempo com vinhos. Essa reforma na mentalidade é reconhecida também em bares e brewpubs, que além da simples oferta de cervejas, que seria tão comum ao local, aderiram a realidade de ofertar pratos principais, petiscos e sobremesas que combinam perfeitamente com as cervejas comercializadas.
Cada cerveja é feita com particularidades que permitem a cada estilo ser totalmente diferente um do outro. Até mesmo cervejas do mesmo estilo se diferenciam devido ao tipo e quantidade de malte usado, mistura de lúpulos, qualidade da água, quantidade e qualidade da levedura e até o tipo de mosturação definida preliminarmente. Todos esses aspectos contribuirão para a singularidade da bebida.

Há tempos que renomados e aventureiros chefs trabalham com harmonizações e associações de pratos doces e salgados com a cerveja. Muitos preferem combinar os dois elementos durante o consumo e  outros optam até mesmo por incrementar a receita adicionando a bebida no preparo. Indiferente a opção adotada, o importante para o mundo cervejeiro é que a cada dia a cultura aumente exponencialmente.  A livre associação também é algo bem legal e tal atitude pode culminar em excelentes combinações. Ouse provocar a tentativa... Do erro pode surgir o acerto, e se não acontecer, que a breja seja ao menos bem aproveitada (rsrsrs)

A harmonização não é minha praia e nem mesmo flerto com ela - prefiro curtir a deliciosa fermentada - contudo, nos últimos dias o clima de Curitiba que tem sido mais frio provocou-me ao menos a saborear a Zdrowie 100Censura - Wee Heavy, uma strong scotch ale e curtir o calor da bebida e do fogão a lenha. Foi bacana, o corpo aqueceu, talvez pelos 9,3% de ABV, talvez pelo calor do fogo ou talvez pelo prato simples porém saboroso que foi feito.
Não foi harmonizado nenhum prato sofisticado com a bebida e nem era o intuito. A ideia era apenas tomar uma boa cerveja, bater papo e esquecer o cansaço de uma semana bem trabalhada. Todavia, sempre que possível for, não dispense as dicas de harmonização para aproveitar ainda mais uma boa cerveja e nunca esqueça: beba com qualidade e nunca em quantidade...
Zdrowie.



quinta-feira, 31 de maio de 2018

Blond Ale

                   A Blond Ale Belgian foi a primeira cerveja da Zdrowie. Ainda não tinha sido batizada com o nome de ªPrimeira, mas com o tempo foi inevitável não chamá-la assim.

             A cerveja que sempre se torna presente. É só ir acabando que alguém pergunta: "não tem aquela belga?" e tenho que dar um jeito de fazer uma batelada da loirona. É satisfatório que gostem... É satisfatório que acabe... Mas é tão ruim que leve tanto tempo para ficar pronta e que tenhamos tão pouco tempo para se dedicar a esse hobby tão saboroso (hehehe) - Paciência, afinal quanto mais se espera mais gostosa a cerveja parece ficar...

                    Essa da foto é uma das primeiras "ªPrimeira" que nem o rótulo com o nome tinha ainda... Esperei que completasse um ano e dei um honroso fim para ela e adivinhem se estava boa...

Zdrowie...

Cervejas de Maio


Ao contrário do que houve em abril - ou melhor, do que não houve - durante o mês de maio consegui  fazer três cervejas. No início do mês deixei de lado os afazeres do final de semana e mandei ver em duas brassagens consecutivas, uma no sábado e outra no domingo. Apesar de estarmos no outono, Curitiba teve um mês de maio com cara de inverno. Enquanto a água é aquecida, nada melhor que um chimarrão para esquentar o corpo e espantar o frio. 

Dessa brassagem dupla duas cervas já estão maturando, uma Blond Belgian Ale - ªPrimeira e uma Pale Ale de centeio e mel - StªPolaca, que logo estarão seguindo para suas garrafas.
A terceira brassagem foi no último sábado de maio e será uma cerveja experimental. Se ficar boa logo posto novidades a respeito e se ficar ruim prometo fazer um minúsculo comentário sobre o desastre também rsrsrsrs - afinal erros e cervejeiro artesanal são parceiros kkkk...
Vamos torcer para que as três fiquem boas, mas até lá é esperar e nessa espera que parece uma eternidade, o jeito é ir bebericando o que está pronto... 
Zdrowie...

LAGERS


No século XIX os fabricantes de cerveja da Baviera que deixavam a bebida fermentar em caves frias já tinham reparado que a fermentação passava a ocorrer de maneira diferente das habituais cervejas Ales, ou seja, a fermentação ocorria de forma mais demorada, contudo o resultado era uma "breja" mais límpida apesar de ainda ser de coloração mais escura. Intensificou-se então uma investigação mais minuciosa sobre a forma de fazer cerveja que havia surgido alguns séculos antes. Aprimorou-se o conhecimento sobre a refrigeração e a fermentação que ocorria no fundo dos tonéis e as cervejas chamadas de lagers, porém ainda mais escuras, passaram a ser fabricadas de maneira que ficavam muito mais claras, surgindo as lagers claras. No papo cervejeiro, as lagers são as cervejas feitas com baixa fermentação.

A família lager e seus vários estilos são sem sombra de dúvidas as cervejas mais consumidas no mundo, tendo como sua estrela principal a famosíssima Pilsen, que apesar de ser conhecida com esse nome aqui no Brasil e países latinos, deveria ser chamada de Pilsener ou Pilsner, nome correto e derivado da cidade de onde nasceu: Plzën na atual República Checa.  


No entanto, a pequena confusão com o nome não tira o brilho dessa límpida e agradável cerveja. O estilo bohemian pilsner "verdadeiro" não tem nenhuma semelhança com as "pilsens" feitas em larga escala comercial que conhecemos. Ótimas pilsners, pilseners ou pils são encontradas em várias partes do mundo, principalmente na Europa - seu berço originário, mas é na República Checa que o estilo lager encontra sua excelência. A mais famosa entre elas é a Pilsner Urquell, cujo sabor e aroma tenta ser copiado por centenas de milhares de cervejeiros artesanais no mundo todo e sua famosa cervejaria fica na cidade de Plzën. A cidade de Budweis abriga outra cervejaria muito antiga que é a Budejovicky que fabrica a lager 1795, cujo nome remonta ao ano inicial da cervejaria - nada mal hein? - e a mais clara Praga Premium Pils, dois bons exemplos de beras que seguem no calcanhar da Urquell... Uma outra enormidade de ótimas cervejas são encontradas nas terras checas e adjacências, mas é muito chão para explorarmos um uma simples resenha.

O bacana de fazer cerveja é que você aguça a vontade de conhecer a bebida. Não me refiro a beber uma quantidade sem limites, mas beber boas cervejas e tentar perceber o que foi usado nela. Nesse mês tomei as duas cervas citadas da Budejovicky e ambas são deliciosas. Não encontrei a Urquell, mas assim que tiver um tempo maior irei atrás. Essas pilseners possuem um lúpulo mais realçado e um aroma aconchegante que deixa ao final uma sensação de quero mais...
Essas duas lagers degustadas com certeza não foram apenas para matar a sede, pode ter certeza que a Zdrowie está aprontando alguma coisa...
Na zdrowie amigos...

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Feijoada e pão de malte


"Ninguém é de ferro!" - com certeza essa reflexão deve ter vindo de algum sábio e se referia é claro a boa e velha gula pelo o que é bom (hehehehe). Em uma sociedade que foca tanto na imagem corporal e no abstrato social, que regra sem limites o que se pode ou não fazer, o que se pode ou não comer, o que deve ou não beber, é necessário deixar a lucidez as vezes de lado e se ... "esbaldar" (essa é a palavra certa). 


Já fazem cinco anos que no mês de abril, mais precisamente no feriado de Tiradentes, nosso grupo de amigos se reúne e prepara o que batizamos de Feijoada de Tiradentes e esse ano não foi diferente. Comida boa, bebida boa e companhia boa (tudo em excesso kkkk, afinal para isso que inventaram os antiácidos). Um almoço carregado de tudo o que se deve evitar - talvez possa ser excluída da lista negra a laranja e a couve - mas o resto é alucinante!!!! Depois dessa feijoada é possível ficar sem comer uma semana...

Portanto, galera do isso não pode e isso não deve... às vezes é preciso se encontrar com aquela dose extra de loucura alimentar, depois volta para a salada...

Ah! A Zdrowie estava presente é claro... Cerveja, feijoada e amigos... pra que melhor? 
(mas foi tudo sem exagero - juramos!)


Aproveitando o embalo dos alimentos taxados como vilões do dia a dia, esse mês também saiu um pão de malte bem bacana... Dá até para disfarçá-lo de bom moço, afinal é quase um pão integral o que o sabota são os ovos, leite, gordura, açúcar que vai em sua fabricação e após assado, pensem na camada generosa de manteiga derretendo... 

Mas vamos cortar esse papo por aqui, afinal desejo que continuem firmes em suas dietas maravilhosas, enquanto que eu... bom eu... tento!
Zdrowie